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Saudade...

Saudade...  Nos separaram, sem que nós soubéssemos os porquês.  Nos tiraram aquilo que tínhamos de melhor na vida: o nosso terno e doce convívio.  O mal não aceita o amor e a harmonia.  Nos reencontraremos, ao seguir o curso do rio das nossas lágrimas. Carmen Pio 26.04.2020

MISÉRIA: artigo de primeira necessidade

MISÉRIA: artigo de primeira necessidade Após receber um e-mail com muitas fotos e relatos sobre a miséria no mundo, meus sentimentos e emoções passaram por momentos terríveis de impotência, desesperança, infelicidade, muita tristeza e muito desalento. As perguntas que não me saíam da cabeça, naquele momento, eram: - qual o sentido de causar tanta dor e ter tanto descaso pelo ser humano? Por que uns se acham superiores aos outros e acreditam que têm poder sobre as outras vidas? Essa prática de poder e dominação seria um transtorno mental ou a pura expressão do mau-caratismo e da perversidade? O que cada um de nós pode fazer por si e pelos outros seres? O que pensamos quando tomamos conhecimento de uma situação tão estarrecedora como a miséria? Onde é que mais nos toca? O que sentimos? Que dor e que emoção nos toma conta? Pensamos que não nos diz respeito? Que é do outro lado mundo ou que é lá na periferia que não conhecemos? Que nada podemos fazer? Que isso é obr...

TESTEMUNHO

TESTEMUNHO Faz algum tempo, escrevi um pequeno relato sobre minha história e vivência com a ‘Esclerodermia’, para o qual dei o título ‘UM POUCO DO QUE APRENDI’  (https://61anosdemuitashistorias.blogspot.com/2020/03/um-pouco-do-queaprendi-euportadora-de.html). Repassei para muitos amigos, pacientes como eu, publiquei na Internet, alguns periódicos e revistas o publicaram também. Jamais imaginava que teria um retorno tão expressivo e que atualmente tantas pessoas estariam acometidas desse tipo de doença. Pensei em escrever minha vivência, minhas experiências e meus infinitos aprendizados, reflexões, exatamente para que outras pessoas tivessem a oportunidade de saber que é possível sobreviver e conviver com a doença. E aprender muito com ela, crescer, amadurecer, e ter um olhar muito mais humano, empático e sereno sobre a vida. Não é fácil, mas, como tudo, é preciso esforço, determinação, resiliência, resignação, rotina, persistência, paciência, organização, metas, o...

UM POUCO DO QUE APRENDI

UM  POUCO  DO  QUE  APRENDI Eu, portadora de Esclerodermia, com sintomas desde 1978, teria muitos e muitos relatos a proferir, tristes, profundos, trágicos, de dor, de desespero, sem dúvida. Entretanto, prefiro dizer que tudo que passei e passo me tornou uma pessoa muito melhor do que aquela de antes da descoberta da doença. É fundamental sempre elencarmos primeiro os pontos positivos. Tenho a dizer que esse crescimento como ser humano e essa condição de poder conviver com a doença, sem que ela me destruísse por completo, somente ocorreram pela condição intelectual e pela capacidade e conhecimento de que dispunha e dispõe o médico que me acompanha nos últimos 38 anos de minha vida, Dr. Carlos Alberto Von Muhlen. Afirmo que o profissional que nos acompanha é tudo no manejo da doença. O médico precisa gostar de gente! O médico precisa compreender os sinais emocionais do paciente. Sem essa capacidade de compreender e perceber o outro, nenhum médico poderá ajudar...

MANIFESTO DE UMA ADVOGADA: DEDICADO AO ‘SENHOR DOS PORCOS’

MANIFESTO DE UMA ADVOGADA: DEDICADO AO ‘SENHOR DOS PORCOS’  Nada neste mundo acontece por acaso. Tudo tem algum interesse, um propósito, um fundamento, e nem sempre justos e humanos.  Defender os interesses dos réus, neste processo, tem sido para esta advogada um verdadeiro calvário, um drama, pois presenciou a dor e o desespero de um cidadão de bem e de toda sua família.  Cidadão este que viveu dignamente, através de seu trabalho. Daquele trabalho que ele sabia fazer ou que conseguia fazer, dentro de suas limitações intelectuais e, mormente, financeiras.  O ‘Senhor dos Porcos’, como era conhecido há mais de 45 anos no bairro Estrela do Mar, na cidade de Cel. João Pio, criava seus porcos para o sustento de sua família, a qual cuidou e sustentou valorosamente.  Mesmo sendo semianalfabeto, trabalhava catando lixo, mas jamais se desviou na conduta, nunca roubou. E, mesmo assim, o Estado não o incentivou, nunca lhe proporcionou ingresso em p...